20 perguntas para Mirna Spritzer para o site Nonada

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O site Nonada publicou na semana passada uma entrevista com Mirna Spritzer na série Ouvidoria. Confira abaixo:

Na série Ouvidoria desta semana, entrevistamos Mirna Spritzer, atriz, professora, pesquisadora e radialista. Mirna é mestre e Doutora em Educação pela UFRGS. Seus trabalhos mais recentes são, no cinema, Aos olhos de Ernesto, com direção de Ana Luiza Azevedo, da Casa de Cinema de Porto Alegre, YONLU, com direção de Hique Montanari, da Prana Filmes e Os bravos nunca se calam, com direção de Márcio Schoenardie, da Verte Filmes. Em fase de finalização, Ana, com direção de Lúcia Murat, da Taiga Filmes. No teatro, Expresso Paraísode Thomas Kock, direção de Maurício Casiraghipela ATO Cia Cênica e A Comédia dos Erros, de William Shakespeare, direção de Adriane Mottola, com a Cia Stravaganza. Língua Mãe. Mameloschn de Mariana Salzmann, direção de Mirah Laline, em 2015, Troféu Braskem de Melhor Atriz, no 22º Festival Internacional Porto Alegre em Cena e Prêmio Açorianos de Melhor Espetáculo de 2015. E Cidade Proibida, Cena Urbana com direção de Patrícia Fagundes para Cia Rústica de Teatro.

Foi produtora e criadora do Programa RADIOTEATRO na Rádio FM Cultura, no ar de 1998 a 2007.  Duas vezes premiada com o Troféu Açorianos e uma com Prêmio Quero-Quero, todos de Melhor Atriz. Professora aposentada do DAD e Professora do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFRGS, onde coordena Grupo de Pesquisa sobre palavra, vocalidade e escuta nas Artes Cênicas e Radiofônicas. Tem entre várias publicações, os livros Bem Lembrado, memórias do radioteatro em Porto Alegre, com Raquel Grabauska pela Editora AGE e A formação do Ator, um diálogo de ações, pela Editora Mediação, em sétima edição.

Leia aqui todas as entrevistas da série.

Início da carreira:

Iniciei em 1977 no Grêmio Dramático Açores, do Teatro de Arena de Porto Alegre. Nesse mesmo ano iniciei o curso de atriz no Departamento de Arte Dramática da UFRGS, o DAD. No ano seguinte teve início a parceria com Irene Brietzke e Denize Barella que viria a se tornar o Grupo de Teatro Vivo até 1998.

Daí em diante são inúmeras experiências com gentes muitas, trabalhos diversos, inquietações e vida.

Principais trabalhos:

Teatro: Mahagonnyde Brecht, Teatro Vivo, Direção Irene Brietzke. Língua Mãe, Mameloschnde Mariana Salzmann, ATO Cia Cênica, direção Mirah Laline. Cidade ProibidaCriação e realização da Cia Rústica, Direção de Patrícia Fagundes. Expresso Paraísode Thomas Kock, ATO Cia Cênica, Direção de Maurício Casiraghi.

Cinema: O mercado de notícias, direção de Jorge Furtado, Casa de Cinema de Porto Alegre. Aos olhos de Ernesto, direção de Ana Luiza Azevedo, Casa de Cinema de Porto Alegre. YONLU, direção de Hique Montanari, Container Filmes e Prana Filmes. Os bravos nunca se calam, direção de Márcio Schoenardie, Verte Filmes. Ana, direção de Lúcia Murat, Taiga Filmes.

Televisão: Fantasias de uma dona de casasérie com direção de Ana Luiza Azevedo, Casa de Cinema de Porto Alegre e RBS TV. Mulher de Fases, série com direção de Ana Luiza Azevedo e Márcio Schoenardie, Casa de Cinema de Porto Alegre e HBO. Doce de mãe, telefilme com direção de Ana Luiza Azevedo e Jorge Furtado, Casa de Cinema de Porto Alegre e Globo.

Rádio: Radioteatroprograma semanal na Rádio FM Cultura Porto Alegre.

Como você descreveria sua essência enquanto artista?

Artista que pensa seu lugar no mundo. Me criei como atriz em espetáculos de Brecht que lidavam com a comédia que faz rir e pensar. Ou, rir da gente mesmo. Como vivi sempre ao mesmo tempo a carreira de atriz e a de professora, todos os processos que vivenciei ora num lugar, ora noutro, tinham como provocação a parceria. Em cena ou na sala de aula. E, como iniciei meu trabalho com arte durante a ditadura militar, convivendo com a censura e silenciamento, acirrou-se em mim uma profunda sensação de que ética e estética são braços do mesmo corpo.

E a paixão pelo teatro, pela arte da atriz em qualquer linguagem, pela arte, é o mais forte, o que me move e pelo qual nunca me arrependi dessa escolha.

O que mais irrita na cena cultural?

A falta de visão, a visão estreita. E o pior, o desmantelamento sistemático das estruturas duramente construídas por artistas e pessoas que compreendem que cultura e educação fazem um país.

Quais qualidades são imprescindíveis a um artista?

Paixão, alteridade, disciplina e dedicação ao ofício. E estar desacomodada.

Qual o momento de maior dificuldade que já passou na carreira?

Os momentos em que estive fora do palco e da sala de aula.

E de maior glória?

São muitos, ainda bem!

O Teatro Vivo, que no seu apogeu lotava as salas de espetáculo mantendo-se em cartaz por meses a fio.

O programa Radioteatro, 10 anos no ar na Rádio FM Cultura.

Cantar em cena com Dunia Elias, Giovani Berti, Loua Pacon, Philip Gastal Mayer e Muni, no Unimúsica, com Sarau Deslocamentos.

Estar em cena com três grupos maravilhosos ao mesmo tempo, desde 2013.

ATO, RÚSTICA e STRAVAGANZA

A série Fantasias de uma dona de casa, com duas temporadas na TV aberta e explosão de audiência.

A leitura vocalizada de A Caverna, ao lado de José Saramago no Teatro da Ospa, lotado.

O telefilme Doce de Mãe, ao lado de Fernanda Montenegro, com a Casa de Cinema de Porto Alegre.

Um artista não deve…

“Ame a arte em você e não você na arte” dizia o mestre russo Constantin Stanislavski. Alguma vaidade é interessante, mas há limites sem os quais o artista cai num poço sem fundo.

5 coisas que mais te inspiram a criar (vale tudo):

Música, estar em grupo, ler livros, muitos. Caminhar pela cidade, crio espetáculos inteiros caminhando.

Me apaixonar. Por tudo e todos. Estado de apaixonamento me provoca a criar.  Arrebatamento.

Acredita em arte sem política?

Não. Arte é política. Não panfleto, não partido político, não palanque.

Mas, uma visão mais ampla de política, como arte de conviver. De estar juntas e juntos no mundo.

Qual seria o melhor modelo de financiamento da arte?

Acho que estamos sempre experimentando. E precisamos estar em movimento.

Os editais de cultura do governo Lula, os primeiros anos do FUMPROARTE em Porto Alegre, foram experiências muito bem sucedidas. Assim, como a estruturação para o audiovisual no Brasil com Ancine, Fundo Setorial e outros.

Existe cultura gaúcha?

Existem as formas diversas de fazer cultura no Rio Grande do Sul. Talvez algumas marcas no Teatro de Grupo, nos sotaques do cinema, nas escolas múltiplas das Artes Visuais. A música da cidade, da noite, do samba e do carnaval.

Neste viver de fronteira com Uruguai, Argentina, Brasil de cima.

Nunca UMA Cultura Gaúcha. Muito menos essa tal da bombacha e do CTG.

Que conselho você daria a Jair Bolsonaro?

Impublicável.

Todo artista tem de ir aonde o povo está?

Creio que a arte é encontro. Ela acontece no entre das pessoas, artistas e público.

Ser brasileiro é….

Ser brasileira.

O que você mudaria no jornalismo cultural?

Tenho alguma dúvida de falar de O jornalismo cultural. Creio que essas mídias como o Nonada, o Sul 21 e outras tantas Brasil afora já vêm fazendo esse trabalho de buscar a notícia artística. Publicar e divulgar a arte faz parte das tarefas do jornalista.

Um livro:

Cem anos de Solidão, Gabriel Garcia Marques

Um espetáculo:

Dois:

Les Éphémères, Théatre du Soleil.

Vaga Carne, de Grace Passô

Um álbum:

Geraes, Milton Nascimento

Um filme:

Três:

E la nave va, Fellini

A festa de Babette, Gabriel Axel

O som ao redor, Kleber Mendonça

a praia inicial ou poesia da casa na pandemia

Porto Alegre, 15 de junho de 2020

90 dias em casa. cada olhar é novo. ver as coisas de novo. e de novo.

poesia.

 

 

 

 

 

 

 

 

o mar azul e branco e as luzidias

pedras – o arfado espaço

onde o que está lavado se relava

para o rito do espanto e do começo

onde sou a mim mesma devolvida

em sal espuma e concha regressada

à praia inicial da minha vida

 

Sophia de Mello Breyner Andresen

Dose dupla no Porto Verão Alegre 2020

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Recém indicada como Melhor Atriz Coadjuvante no Prêmio Açorianos, a atriz Mirna Spritzer estará em cartaz em dois espetáculos da programação do Porto Verão Alegre 2020. Nos dias 28, 29 e 30 de janeiro será possível conferir no Teatro Renascença às 21h a estreia de Mirna no elenco de “A Comédia dos Erros”, adaptação da obra de Shakespeare pela Cia Stravaganza com direção de Adriane Mottola, espetáculo há 12 anos em cartaz com enorme sucesso. Já nos dias 31 de janeiro e 01 de fevereiro às 20h, a atriz sobre ao palco do Teatro Bruno Kiefer da Casa de Cultura Mario Quintana com Expresso Paraíso, espetáculo da ATO Cia Cênica, com direção de Maurício Casiraghi, montagem que recebeu nove indicações no Açorianos, incluindo a de atriz coadjuvante.
A montagem estreou em 2019 dentro do Projeto Transit do Goethe-Institut Porto Alegre com texto do autor austríaco Thomas Köck que propõe o choque entre dois universos: o de trabalhadores chineses que buscam melhores condições de vida na Itália, e um trem desgovernado, com passageiros europeus, que não para em nenhuma estação e corre em direção ao choque contra um muro.

Destaque na coluna de Luiz Gonzaga Lopes no Correio do Povo deste final de semana.

até aqui em 2019

em meio ao descarte, ao desmonte, à brutalidade, nós artistas, nós brasileiras, nós professoras.

a gente não se desmonta. a gente se monta, monta.

a gente responde com sensibilidade, criação e poesia.

são aulas, encontros, espetáculos, filmes.

e resistência.

nas fotos são Tula, Den Os, Lurdes e Dóris.

Expresso Paraíso estreia nesta terça, 21 de maio

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Expresso Paraíso estreia nos dias 21 e 22 de maio, às 20h, no Goethe-Institut Porto Alegre, pelo 14º Festival Palco Giratório Sesc/Poa. Depois, segue temporada de 24 de maio a 9 de junho, nas sextas, sábados e domingos, no mesmo horário e local.

Com dramaturgia do austríaco Thomas Köck, o espetáculo Expresso Paraíso aborda o esgotamento da modernidade ocidental na perspectiva de cinco viajantes europeus em um misterioso trem desgovernado. Ao mesmo tempo, um casal de imigrantes chineses, cheios de esperança, viaja à Europa em busca do paraíso. Um filho coloca-se ao lado do leito de seu pai moribundo, que sofreu queimaduras graves. O coração ainda bate, mas vale a pena lutar? Qual é o preço que se paga pelo paraíso?

A montagem da Ato Cia.Cênica integra o Projeto Transit 2019, realizado pelo Goethe-Institut Porto Alegre em parceria com o Sesc/RS e o portal Agora Crítica Teatral. A iniciativa selecionou dois diretores para encenar a obra Jogar Paraíso (Paradies Spielen) de Köck, lançando estímulos para ampliação e qualificação do campo crítico das artes cênicas na capital gaúcha.

FICHA TÉCNICA
Dramaturgia: Thomas Köck
Tradução: Christine Rohrig
Direção: Mauricio Casiraghi
Realização: ATO cia.cênica, Goethe Institut e Sesc-RS.
Elenco: Arlete Cunha, Danuta Zaghetto, Marcelo Mertins, Mariana Rosa, Mirna Spritzer, Paulo Roberto Farias e Rossendo Rodrigues
Produção: André Varela, Danuta Zaghetto, Louise Pierosan e Maurício Casiraghi.
Atriz substituta: Iassanã Martins
Iluminação: Luciana Tondo
Cenografia: Rodrigo Shalako
Trilha sonora: Caio Amon
Operação de som e vídeo: Manu Goulart
Figurino: Déh Dullius
Criação de objetos cênicos: Paulo Martins Fontes
Crítica interna: Michele Rolim
Assessoria de imprensa: Louise Pierosan
Projeto gráfico: André Varela
Hair Stylist: Jonathas Diniz
Redes Sociais: Maí Yandara
Apoio: Cia/Estúdio Stravaganza, Viação Ouro e Prata, Cubo, Parangolé Bar E Restaurante, Guardachuvaria Contornos, TVE RS e FM Cultura – 107.7

Data: De 24 de maio a 9 de junho, todas as sextas, sábados e domingos, sempre às 20h.
Local: Instituto Goethe (R. 24 de Outubro, 112)
Recomendação etária: Livre
Duração: 90 min.

INGRESSOS:
Antecipados: R$ 30 e R$ 15 para estudantes, idosos, alunos do Goethe Institut e classe artística pelo link http://bit.ly/ExpressoParaisoVendaOnline
Na hora: R$ 40 e R$ 20 para estudantes, idosos, estudantes do Goethe Institut e classe artística.
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.

Mais informações:
www.atociacenica.com
Facebook: ATO cia.cênica
Instagram: @atociacenica

Sarau da Clara Corleone – Só as mães são felizes

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No dia 09 de maio, ocorreu mais uma edição do Sarau da Clara Corleone no Von Teese, com a participação de Mirna Spritzer e Patricia Fagundes.

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O evento literário traz a cada edição um tema que pauta os textos lidos por Clara e as personalidades que participam. O de maio foi “Só as mães são felizes”.

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O evento da escritora e atriz já recebeu as escritoras Martha Medeiros e Claudia Tajes, as políticas Manuela D’Ávila e Fernanda Melchionna, os jornalistas Katia Suman, Carol Anchieta, Vitor Necchi, Roger Lerina e Paulo Germano, as atrizes Maria Galant e Catharina Conte, os diretores de teatro Júlio Conte e Patsy Cecato, o músico Carlinhos Carneiro e o ator Bruno Bazzo, entre outros.

Expresso Paraíso – ensaios

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Projeto do momento – Expresso Paraíso, com estreia agendada para maio, no Goethe-Institut.

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O espetáculo integra o Projeto Transit, com realização da ATO Cia Cênica.

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Texto de Thomas Köch e direção de Maurício Casiraghi, com Arlete Cunha, Danuta Zaghetto, Marcelo Mertins, Mariana Rosa, Mirna Spritzer, Paulo Roberto Farias e Rossendo Rodrigues.

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Ensaios em andamento, apropriação do texto e construção das cenas.

O trem ou os trens que nos movem no mundo deste século XXI. Imigrações, dominações e virtualidades. Como viver com alguma poesia? Como viver com as outras pessoas?

Lesões incompatíveis com a vida

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Em 28 de novembro foi a vez da leitura encenada da peça “Lesões incompatíveis com a vida”, de Angélica Lidell e direção de Paulo Roberto Farias, dentro do projeto Quartas Dramáticas no Studio Stravaganza. Participação especial Duda Cardoso.

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A voz de uma mulher é a protagonista de “Lesões incompatíveis com a vida”. Uma mulher que não deseja legar filhos ao mundo, que sabe da sua força e do seu papel na História – por isso protesta. O seu corpo é o seu protesto. Com seu corpo infértil ela protesta contra toda forma de opressão, contra a injustiça, contra uma sociedade decadente e apodrecida. A sua violência verbal é a sua luta contra a violência real. O Quartas Dramáticas tem realização da Ato Cia Cênica, Cia Indeterminada e Cia Stravaganza.

Fotos Adriana Marchiori

 

Tudo Nasce de uma ferida íntima

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O Kino Beat tem o histórico de incentivo à criação e desenvolvimento de shows e espetáculos inéditos para compor a sua programação. Para a quinta edição do festival, que ocorreu de novembro de 2018 a janeiro de 2019, o espetáculo “Tudo nasce de uma ferida íntima”, foi desenvolvido de forma colaborativa e horizontal por Mirna Spritzer, Isabel Nogueira e Gabriel Cevallos.

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Duas mulheres em cena. Construída apenas com registros de autoras, a dramaturgia de “Tudo Nasce” é formada por textos líricos, reportagens, entrevistas, textos escritos especialmente pra ocasião, áudios de Marielle Franco e Angela Davis, além de trechos do filme ”Um corpo feminino”, de Thais Fernandes. Uma performance de palavras, vozes, sons e luz, em remix de gestos e vozes de mulheres.

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Sons, poesia de sons e música. Música de palavras e gestos. Remix de ser muitas mulheres. Universo de sensações. Dor e prazer. Som e fúria. Fragmentos de entrevistas, depoimentos, poesia e escritas pessoais. Tudo nasce de uma ferida íntima. Cinema e luz projetando corpos femininos. Outras tantas nas vozes e imagens. Um quebra-cabeças em loop. Em cena, o sentimento, o ruído, a celebração de ser agora.

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Textos: Angélica Freitas, Cássia Pinto, Daniela Delias, Eliane Brum, Isabel Nogueira, Mirna Spritzer, Dea Trancoso, Sophia de Mello Breyner Andresen, Wislawa Symborska e Xoxotas de Pelotas. Entrevistas de Angélica Lidell e Debora Noal

Participação especial de Thais Fernandes com o curta-metragem “Um corpo feminino” e desenho e luz de Mirella Brandi.

Fotos: Fabio Alt

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