dezoito

já é o ano dezoito. natal e reveillon leves, delicados, cálidos.

entrei no novo ano com esperança. esperança na minha própria coragem. porque não posso querer coragem das outras e dos outros se não me sentir eu mesma forte, destemida.

quero virar esse jogo. quero de volta meu país. digno e justo.

e quero também me manter professora e atriz, fontes inesgotáveis de força.

e mãe, razão maior de ser.

e amorosa, razão de existir.

e  corpo. e escuta.

quero o palco. tenho ganas da cena. e do set. e do estúdio. e da rua.

 

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Vagar em pleno ar

Em julho deste ano, participamos do UNIMÚSICA, em Porto Alegre, no Salão de Atos da UFRGS com o

Sarau Deslocamentos.

Dizer poemas, textos, palavras.

 

 

 

 

 

 

 

 

Cantar.

Compartilhar a cena com Dunia Elias, Loua Pakom, Giovani Berti, Philip Mayer e Muni Santos.

Cantar.

Sorri por muitos dias depois sem motivo algum.

Só a plenitude de ser o que se é.

“Vou vagar em pleno ar, vou voar, vou voar…”

 

 

 

 

 

 

Fotos de Maciel Goelzer e Douglas Freitas.

 

São as águas de março fechando o verão

Março ainda. Agenda linda.

23 de março, 19h30, Lançamento da obra de Moacyr Scliar, Nossa Frágil Condição Humana. Livro que reúne crõnicas de tema judaico. Vou ler algumas e conversar com Cíntia Moscovich, Regina Zilberman e Cláudia Laitano. Minha voz nas palavras do Scliar. Fiz isso inúmeras vezes ao seu lado.

27 de março, das 9h ao meio-dia, abertura da disciplina PPGAC/Curso de Extensâo UFRGS, Cena e Radiofonia. Serão cinco segundas-feiras para mapear a arte radiofônica na América Latina e na Alemanha e refletir sobre as interfaces da cena com outras linguagens.

31 de março, 20h, estreia de Língua Mãe. Mameloschn em curta temporada no Goethe Institut de Porto Alegre. De 31 de março a 9 de abril, sextas, sábados e domingos às 20h.

 

Artes de Agosto

Esse será um bom mês de agosto.

Acabo de gravar a narração do filme em curta metragem CLARITA, sobre a obra da artista Clara Pechansky. O filme tem direção e produção de Flávia Seligman, Drops Filmes. Poesia na pintura, nas imagens e nas palavras.

Nessa semana inicio minha participação no filme YONLU, com direção de Hique Montanari e co-produção Prana Filmes e Container Filmes. O filme é bonito e instigante, com roteiro ousado e será, sem dúvida, um trabalho prazeroso e desafiador com gente bacana no elenco e na equipe.

Na próxima semana, retomo minha disciplina no PPGAC/UFRGS, ESTUDOS E PRÁTICAS DA PALAVRA. Um espaço para a escuta, a vocalidade, o silêncio e o prazer da palavra.

E nos dias 26 e 27, a Cia Rústica reapresenta o CABARÉ DA VAGABUNDAGEM. Cena, dança, música e palavra para louvar os artistas. Na Sala 503 da Usina do Gasômetro

Em meio ao caos que nos assola, viva a arte, os artistas e viva a educação.

Escrevi ontem no facebook:

“Tem que saber ser vadia. Mexer o corpo, dançar conforme a dança. Cantar em todos os tons. Tem que rebolar, tem que amar o mundo, tem que amar as pessoas, tem que se por no lugar do outro.
Tem que ler, tem que ouvir, tem que saber andar”.

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Cidade Proibida em São Paulo

cidadeproibida (22 de 22) (2)A partir de amanhã, o espetáculo – Intervenção CIDADE PROIBIDA estará em 4 cidades de São Paulo.

Criado pela Cia Rústica, com direção de Patrícia Fagundes, Cidade proibida reúne atores, atrizes, performers, bailarinas e artistas circenses numa vigorosa performance sobre a cidade, sobre a presença de cada um nos rumos da vida coletiva.

Dia 11/05 em Sorocaba, 12/05 em Osaco, 13/05 em São Paulo-Vila Mariana e 14/05 em Campo Limpo.

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Maratona

Amanhã tem início uma maratona de 9 dias de cena ininterrupta para mim.

Bendita maratona!

Amanhã, segunda, dia 11, tem CIDADE PROIBIDA, espetáculo-Intervenção da Cia. Rústica, com direção da Patrícia Fagundes. Às 20h, embaixo da viaduto entre a Biociências e a Sarmento Leite.

A partir de terça, dia 12 e até terça, dia 19, tem LÍNGUA MÃE. MAMELOSCHN, no Goethe Institut, às 20 h. De terça a terça, todos os dias.

Como diz Peter Brook, em Fios do Tempo, “Experiências utópicas que nunca veremos durante nossas vidas podem tornar-se reais dentro do breve espaço de tempo de um espetáculo; e submundos dos quais ninguém retornaria podem ser visitados com segurança. Junto com o público, podemos criar modelos temporários que nos relembrem as possibilidades que constantemente ignoramos. Um espetáculo pode transformar as palavras sobre uma vida melhor em uma experiência direta”.

Vamos ficar juntos!

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Língua Mãe. Mameloschn. Alemanha

Em novembro de 2014 teve início o processo de criação de Língua Mãe.Mameloschn, da dramaturga alemã Mariana Salzmann. O que era para ser uma leitura dramática tão somente, que mostraria pela primeira vez no Brasil a tradução da peça, mobilizou a quem viu e em especial, a nós que a fizemos.

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Sentimos que não poderíamos deixar de montá-la. Era como se aquele texto nos exigisse um mergulho ainda maior.

Mães e filhas, família, pertencimento, memória, feminismo, militância, causas e lutas. Amor. Migrações.

Assim, em maio de 2015 a peça teve sua estreia no Goethe e de lá até aqui foram inúmeras apresentações incluindo três festivais: Palco Giratório SESC, Porto Alegre Em cena e Porto Verão Alegre, este último com apresentações no Teatro no Complexo Histórico-Cultural Santa Casa.

Duas premiações: Prêmio Braskem de melhor atriz e Prêmio Açorianos de Melhor Espetáculo. Tudo em 2015.

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É sempre nova a forma como um espetáculo de teatro constitui sua carreira, sua trajetória. Ao criá-lo, podemos pressentir, intuir ou acreditar que temos em nossas mãos um sucesso. Mas nem sempre é assim.

O que sabíamos de Língua Mãe.Mameloschn é que desde o princípio havia entre nós tamanha cumplicidade, uma conexão absurda de tão intensa.

E que a empatia com as personagens e as situações seria muito emocionante.

A repercussão da peça entre as pessoas foi enorme. Um público númeroso e caloroso. Ao final dos espetáculos, muita gente permanece no teatro espalhada conversando entre si e conosco. Gente mandando mensagens pelas redes sociais. Casas cheias para nos acompanhar.

Pessoalmente, afastada das peças de teatro e da composição de seus personagens desde 2008, o contato com esse texto foi arrebatador. Deparei-me com uma personagem reta, forte e arguta. Alguém que sabia que havia em mim. E que precisava buscá-la.

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Clara recusa pertencer ao que quer que seja. Busca atabalhoadamente amar. No decorrer da peça ela se transforma, passa a olhar para si de uma perspectiva que não seja apenas de mãe e filha. Busca-se como mulher num mundo também em transformação.

 

Agora, nesse mundo em transformação, levamos nossa Língua Mãe. Mameloschn para seu ponto de partida, a Alemanha.

A convite da cidade de Ludwigshaffen e do Goethe Institut, nos apresentamos nos dias 10 e 11 de março. Falando em português um texto alemão para os alemães.

Sinto-me ansiosa e emocionada.

Viva o teatro!

Vivo o teatro!

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