Artes de Agosto

Esse será um bom mês de agosto.

Acabo de gravar a narração do filme em curta metragem CLARITA, sobre a obra da artista Clara Pechansky. O filme tem direção e produção de Flávia Seligman, Drops Filmes. Poesia na pintura, nas imagens e nas palavras.

Nessa semana inicio minha participação no filme YONLU, com direção de Hique Montanari e co-produção Prana Filmes e Container Filmes. O filme é bonito e instigante, com roteiro ousado e será, sem dúvida, um trabalho prazeroso e desafiador com gente bacana no elenco e na equipe.

Na próxima semana, retomo minha disciplina no PPGAC/UFRGS, ESTUDOS E PRÁTICAS DA PALAVRA. Um espaço para a escuta, a vocalidade, o silêncio e o prazer da palavra.

E nos dias 26 e 27, a Cia Rústica reapresenta o CABARÉ DA VAGABUNDAGEM. Cena, dança, música e palavra para louvar os artistas. Na Sala 503 da Usina do Gasômetro

Em meio ao caos que nos assola, viva a arte, os artistas e viva a educação.

Escrevi ontem no facebook:

“Tem que saber ser vadia. Mexer o corpo, dançar conforme a dança. Cantar em todos os tons. Tem que rebolar, tem que amar o mundo, tem que amar as pessoas, tem que se por no lugar do outro.
Tem que ler, tem que ouvir, tem que saber andar”.

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Cidade Proibida em São Paulo

cidadeproibida (22 de 22) (2)A partir de amanhã, o espetáculo – Intervenção CIDADE PROIBIDA estará em 4 cidades de São Paulo.

Criado pela Cia Rústica, com direção de Patrícia Fagundes, Cidade proibida reúne atores, atrizes, performers, bailarinas e artistas circenses numa vigorosa performance sobre a cidade, sobre a presença de cada um nos rumos da vida coletiva.

Dia 11/05 em Sorocaba, 12/05 em Osaco, 13/05 em São Paulo-Vila Mariana e 14/05 em Campo Limpo.

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Maratona

Amanhã tem início uma maratona de 9 dias de cena ininterrupta para mim.

Bendita maratona!

Amanhã, segunda, dia 11, tem CIDADE PROIBIDA, espetáculo-Intervenção da Cia. Rústica, com direção da Patrícia Fagundes. Às 20h, embaixo da viaduto entre a Biociências e a Sarmento Leite.

A partir de terça, dia 12 e até terça, dia 19, tem LÍNGUA MÃE. MAMELOSCHN, no Goethe Institut, às 20 h. De terça a terça, todos os dias.

Como diz Peter Brook, em Fios do Tempo, “Experiências utópicas que nunca veremos durante nossas vidas podem tornar-se reais dentro do breve espaço de tempo de um espetáculo; e submundos dos quais ninguém retornaria podem ser visitados com segurança. Junto com o público, podemos criar modelos temporários que nos relembrem as possibilidades que constantemente ignoramos. Um espetáculo pode transformar as palavras sobre uma vida melhor em uma experiência direta”.

Vamos ficar juntos!

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Língua Mãe. Mameloschn. Alemanha

Em novembro de 2014 teve início o processo de criação de Língua Mãe.Mameloschn, da dramaturga alemã Mariana Salzmann. O que era para ser uma leitura dramática tão somente, que mostraria pela primeira vez no Brasil a tradução da peça, mobilizou a quem viu e em especial, a nós que a fizemos.

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Sentimos que não poderíamos deixar de montá-la. Era como se aquele texto nos exigisse um mergulho ainda maior.

Mães e filhas, família, pertencimento, memória, feminismo, militância, causas e lutas. Amor. Migrações.

Assim, em maio de 2015 a peça teve sua estreia no Goethe e de lá até aqui foram inúmeras apresentações incluindo três festivais: Palco Giratório SESC, Porto Alegre Em cena e Porto Verão Alegre, este último com apresentações no Teatro no Complexo Histórico-Cultural Santa Casa.

Duas premiações: Prêmio Braskem de melhor atriz e Prêmio Açorianos de Melhor Espetáculo. Tudo em 2015.

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É sempre nova a forma como um espetáculo de teatro constitui sua carreira, sua trajetória. Ao criá-lo, podemos pressentir, intuir ou acreditar que temos em nossas mãos um sucesso. Mas nem sempre é assim.

O que sabíamos de Língua Mãe.Mameloschn é que desde o princípio havia entre nós tamanha cumplicidade, uma conexão absurda de tão intensa.

E que a empatia com as personagens e as situações seria muito emocionante.

A repercussão da peça entre as pessoas foi enorme. Um público númeroso e caloroso. Ao final dos espetáculos, muita gente permanece no teatro espalhada conversando entre si e conosco. Gente mandando mensagens pelas redes sociais. Casas cheias para nos acompanhar.

Pessoalmente, afastada das peças de teatro e da composição de seus personagens desde 2008, o contato com esse texto foi arrebatador. Deparei-me com uma personagem reta, forte e arguta. Alguém que sabia que havia em mim. E que precisava buscá-la.

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Clara recusa pertencer ao que quer que seja. Busca atabalhoadamente amar. No decorrer da peça ela se transforma, passa a olhar para si de uma perspectiva que não seja apenas de mãe e filha. Busca-se como mulher num mundo também em transformação.

 

Agora, nesse mundo em transformação, levamos nossa Língua Mãe. Mameloschn para seu ponto de partida, a Alemanha.

A convite da cidade de Ludwigshaffen e do Goethe Institut, nos apresentamos nos dias 10 e 11 de março. Falando em português um texto alemão para os alemães.

Sinto-me ansiosa e emocionada.

Viva o teatro!

Vivo o teatro!

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Língua Mãe. Mameloschn integra a programação do 17º Porto Verão Alegre

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Espetáculo dirigido por Mirah Laline tem apresentações nos dias 26, 26 e 28 de janeiro no teatro do Centro Histórico Cultural Santa Casa

Vencedor na categoria Melhor Espetáculo do Prêmio Açorianos de Teatro 2015 e do 10º Braskem Em Cena na categoria melhor atriz para Mirna Spritzer, o espetáculo Língua Mãe.Mameloschn volta em curta temporada integrando a programação do 17º Porto Verão Alegre, entre os dias 26 a 28 de janeiro, no teatro do Centro Histórico Cultural Santa Casa. É a primeira vez que o público poderá conferir a peça fora do Goethe-Institut Porto Alegre, onde cumpriu duas temporadas de sucesso em 2015.

O texto da jovem autora alemã Marianna Salzmann tem direção de Mirah Laline e traz no elenco Ida Celina, Mirna Spritzer, Philipe Philippsen e Valquíria Cardoso. Esta é a sexta vez que Ida e Mirna dividem o palco desde 1983, com “No Natal a gente vem te buscar”.

A montagem, inédita no Brasil, apresenta um texto irreverente que aborda identidade, ideologia e pertencimento, sob a forma de um jogo oscilante, entre a aproximação e distanciamento dos personagens, através do diálogo cáustico de uma família judia.

Três gerações de mulheres com muito em comum: são da mesma família; vivem sob o mesmo teto; possuem a mesma origem cultural. No entanto, se diferenciam no modo com veem o mundo, expressam seus anseios e lidam com suas origens.

O trânsito sutil entre humor e drama agrega uma empatia potencial para as problemáticas que a autora aborda. Os habituais modos de comunicação, como cartas, mensagens de e-mails, jornais e o rádio, paradoxalmente, revelam na obra, toda a carga de incomunicabilidade entre as personagens, materializando sob a cena a distância entre o discurso social e as motivações pessoais.

Rô Cortinhas assina os figurinos, Rodrigo Shalako o cenário e Ricardo Vivian a iluminação. O ator Philipe Philippsen também assina a trilha sonora original. As apresentações no Teatro do Centro Histórico Cultural Santa Casa ocorrem às 21h, com ingressos a partir de R$ 30,00, com descontos para idosos, estudantes, Clube do Assinante e clientes Banricompras.

Saiba Mais

FICHA TÉCNICA

Direção: Mirah Laline

Assistência de direção: Júlia Rodrigues

Texto: Marianna Salzmann

Elenco: Ida Celina, Mirna Spritzer, Valquiria Cardoso e Philipe Philippsen

Figurinos: Rô Cortinhas

Cenário: Rodrigo Shalako

Iluminação: Ricardo Vivian

Trilha sonora original: Philipe Philippsen

Produção: Rodrigo Ruiz

Assessoria de Imprensa: Bruna Paulin Assessoria de Flor em Flor

Classificação: 12 anos

Duração: 90 min

 

Língua Mãe.Mameloschn

26, 27 e 28 de janeiro, 21h

Teatro do Centro Histórico Cultural Santa Casa [Av. Independência, 75]

Informações: atocenica.com/Facebook:linguamae.mameloschn

 

Serviço de Ingressos:

Valores:

No Teatro: R$30 inteira
R$24 Clube ZH e Banricompras
R$15 idoso e estudante

Antecipado: R$25 inteira
R$20 Clube ZH e Banricompras
R$15 idoso e estudante

Observações:
Na compra de ingressos antecipados será aceito dinheiro e Banricompras – débito.
Nos teatros, apenas dinheiro.

Clube do Assinante ZH e Banricompras: desconto válido para titular e um acompanhante
(2 ingressos por peça).

Estudante deve apresentar documento que comprove relação com a instituição de ensino com data de validade, conforme lei da meia-entrada (Lei n° 12.933/2013), detalhada em notícia neste site.

Pontos de Venda:
A compra antecipada dos ingressos pode ser feita em três pontos de venda:

Praia de Belas Shopping – em frente ao GNC Cinemas – de segunda a sábado, das 10h às 22h, domingos das 13h às 19h. No Casarão Verde – loja 133 – do DC Shopping – de segunda a sexta, das 13h às 19h. Na bilheteria do Bourbon Country – de segunda a sábado das 10h às 22h, e domingos e feriados das 14h às 20h.

As vendas também acontecem pela Internet, pelo site http://www.myticket.com.br (com cobrança de uma taxa de 15% sobre o valor do ingresso), e com antecedência de 24 horas em relação à data do espetáculo. As formas de pagamento são cartões de débito e crédito aceitos pelo myticket.

Os ingressos também podem ser adquiridos na bilheteria de todos os teatros, no dia em que acontecem os espetáculos, duas horas antes do horário de início.

Informações completas estarão no site http://www.portoveraoalegre.com.br, e redes sociais: facebook.com/portoverao e @portoverao no Twitter. Também no APP Teatro Brasil, disponível gratuitamente para ser baixado em smarthphones e tablets.