Fazer a leitura de trechos de livros em seu lançamento é uma coisa que fiz inúmeras vezes. Adoro. E, sem modéstia, tenho na minha trajetória escritoras e escritores maravilhosos. José Saramago, Luiz Antonio Assis Brasil, Cintia Moscovich, Cláudia Tajes, Luiz Paulo Faccioli, Maria Carpi, Fabrício Carpinejar e tantos e tantas.

Adoro este exercício de equilíbrio. Ao ler, é preciso sempre ter em mente que o protagonista é o texto, o autor e suas palavras. E, ao mesmo tempo, criar algumas formas de abrilhantar as palavras e suas entrelinhas. Emprestar a minha vocalidade à voz do escritor.

Com Moacyr Scliar foram inúmeras obras. Em especial, A mulher que escreveu a bíblia e Saturno nos Trópicos. Tudo era muito bom, estar com ele, rir, vê-lo na escuta de si mesmo através da minha voz.  Após a sua morte, pude fazer isso de novo. Não tem a mesma graça, mas, talvez mais evidente, a necessidade de compreender seu ritmo e suas intenções.

Na última quarta, a convite da Judith Scliar, participei do lançamento da antologia de crônicas médicas, Território da Emoção. Encontrei no escritor-médico, a mesma humanidade, o humor e a forma de tramar as palavras.

Emoção. Amo as palavras. Amo as palavras na minha voz. Gracias, mais uma vez, Scliar.

Aí uma foto de uma vez em que estivemos juntos.

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