Estive em São Paulo no fim de semana para assistir A Ópera dos Três Vinténs de Brecht & Weill com o Berliner Ensemble e direção de Bob Wilson.

É sempre surpreendente como o teatro pode ser uma experiência avassaladora.

Tudo era brilhante.

A peça, os atores, a luz, a música ao vivo pela orquestra, a direção de arte.

O tom do espetáculo. Um Brecht renovado e presente.

Não havia espaço para o que quer que fosse que não aquele agora.

Me vi em vários momentos suspensa. Às vezes sem ar.

Chorei ao primeiro acorde de Moritat e me fui com essa gente para onde quer que eles me levassem.

Cantei cada verso dentro de mim.

Na volta, PROST!

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