Ainda o Programa de Família. Delícia estar em cena com esta gente. Existe um tipo de parceria que é só da cena. Uma cumplicidade no risco, um prazer nesta estranha ligação entre os atores e com o público. Diz Peter Brook* que as pessoas que representam devem ser contadores com duas cabeças, enquanto mantém uma relação íntima entre elas, falam diretamente aos espectadores. E, ao mesmo tempo, mantém uma relação profunda e íntima consigo mesmo. Um triângulo. Eu –  meu parceiro – o público.

Sinto muito, nada mais bacanérrimo do que isto.

 

* O diabo é o aborrecimento. Lisboa, Ed. ASA, 1993.

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